- (11) 5908-5000
Elizabeth de Robiano teve toda a sua formação com os jesuítas, mas da sua dedicação aos pobres foi eminente o encontro com a espiritualidade de São Vicente, tido por ela como alicerce para coordenar e orientar a Congregação que nascia do ardor em responder as necessidades dos pobres.
Embora Irmã Barbara tivessem trazido consigo as regras de vida da Congregação de onde viera, Elizabeth foi buscar na Congregação das Filhas da Caridade, Instituto fundado por São Vicente, as regras para organizar as estruturas necessárias para as novas Irmãs Vicentinas, pois a exemplo de São Vicente, Elisabeth tinha clareza de que sua missão era a de evangelizar e promover os pobres.
As regras eram compostas por um conjunto de 90 páginas que dava as constituições do início da Congregação. Entretanto Elizabeth tem a sua contribuição na construção no documento e atualiza 200 anos depois do início do carisma vicentino no mundo com as seguintes palavras:
"A principal finalidade para qual Deus convocou e reuniu as filhas da caridade é para honrar Jesus Cristo nosso senhor como fonte e modelo de toda caridade. Servindo-o corporal e espiritualmente na pessoa dos pobres, sejam doentes, sejam crianças, sejam prisioneiros ou outros que por modéstia não ousam fazer aparecer sua necessidade..."
Venha experimentar essa espiritualidade e deixe fazer parte de sua vida o encantamento de estar com Irmãs Vicentinas servindo os pobres.
A espiritualidade vicentina pode ser definida por três ideias que são a coluna vertebral de toda a Espiritualidade Vicentina:
A perfeição não consiste em êxtases, mas em fazer bem a vontade de Deus
Jesus Cristo que se revela nos pobres e necessitados
Vivência afetiva e efetiva do grande amor de Deus pelos homens, especialmente pelos pobres
Nas suas palavras São Vicente traz alguns pensamento que nos auxiliam a entender seu amor a Deus e aos pobres:
- “A perfeição não consiste em êxtases, mas em fazer bem a vontade de Deus”.
- “É preciso santificar as ocupações, buscando a Deus e fazê-las para O encontrar, mais do que para as ver realizadas”.
- “O exercício de fazer sempre a vontade de Deus é o mais excelente de todos os exercícios… e, se existe qualquer outro exercício que leva à perfeição, estará eminentemente incluído neste”.
- " Vede as disposições inteiramente santas de Nosso Senhor, nas quais Ele passa sua vida e as bênçãos que acompanham tudo aquilo que Ele faz. Considera somente Deus e é Deus que te conduz em tudo e por toda a parte, de sorte que podes dizer com o profeta: Seguraste-me pela mão e me guiaste segundo a tua vontade”.
São Vicente não concebia uma adesão a Cristo sem obras, pois exemplo de São Thiago “toda fé sem obras é morta”(Tg 2,26)
– “Nosso Senhor é a suavidade eterna: e é por esta mesma virtude que devemos agir para ir até Ele, conduzindo a Ele os outros”.
- "Não detenhais vossa vista naquilo que acontece, mas olhai a Nosso Senhor, junto a vós e em vós, e vereis que tudo irá bem”.
- “Servindo aos pobres, servimos a Jesus Cristo na pessoa dos pobres. Isto é tão verdade como o fato de estarmos aqui. Uma irmã irá dez vezes ver os doentes, dez vezes por dia ali encontrará a Deus… Ide ver os pobres forçados, ali encontrareis a Deus”.
A caridade no impele a sair de nós mesmos e irmos ao encontro do outro que sofre e chora pela pobreza e exclusão.
- “A caridade faz ir até Deus, é ela que faz com que O amemos com todo o entendimento e com toda a afeição, que desejemos que Ele seja amado e servido por todos”.
- “O amor efetivo consiste em fazer as coisas que a pessoa, a quem se ama, manda e deseja; e é desta sorte amor que fala Nosso Senhor: ‘Se alguém me ama, guarda as minhas palavras’”.
- “Deveis muitas vezes pensar que vossa função principal e o que Deus vos pede, particularmente, é terdes um grande cuidado de servir os pobres, porque são nossos senhores. Oh!, sim, minhas irmãs, eles são nossos mestres…”.
- “Tornar Deus conhecido dos pobres, anunciar-lhes Jesus Cristo, dizer-lhes que o Reino dos céus está próximo e que ele é dos pobres. Oh! Como isto é grande!”
- “Deus ama os pobres e, por conseguinte, ele ama os que amam os pobres; pois, quando se ama alguém de verdade, tem-se afeição por seus amigos e seus servos”.
- “Se perguntarmos a Nosso Senhor: o que veio fazer na terra? Assistir os pobres! … Mais alguma coisa? Assistir os pobres! … Nada para ele era mais importante que trabalhar para os pobres. Quando ia a outros, ia de passagem… “.
É um período de crescimento humano e espiritual, em que a candidata procura fazer de sua vocação uma história de amizade crescente com o Senhor.
Entre em Contato